
Michel Temer não precisa mais de acusadores. O presidente se tornou
um caso raro de autoincriminação. Ele se complica cada vez que tenta se
defender. Espremendo-se tudo o que disse em pronunciamentos e
entrevistas, Temer produziu as seguintes evidências contra si mesmo:
admitiu o diálogo com Joesley Batista, que ele próprio diz ser um
empresário desqualificado. Validou trechos vexatórios da conversa
gravada pelo pilantra. Entre eles o pedaço do áudio que trata de Eduardo
Cunha e da compra de um procurador e de juízes. Temer confirmou ter
indicado como seu interlocutor um deputado que depois seria filmado
recebendo mala de propina: R$ 500 mil.
Temer também declarou que recebeu o delator Joesley por
“ingenuidade”. Afirmou que “não sabia” que o amigo era investigado.
Disse que o ex-assessor pilhado com a mala de R$ 500 mil tem “boa
índole, muito boa índole”. Já que não pode mais realizar os seus sonhos,
Temer tenta pelo menos impedir a realização do pesadelo do surgimento
de um novo delator.
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