Chavismo expulsa diplomata alemão e prende jornalista na Venezuela

O governo da Venezuela expulsou ontem do país o embaixador alemão Martin Kriener, provocando protestos do governo da Alemanha. Em outra ação que foi criticada internacionalmente, o regime chavista prendeu Cody Weddle, um jornalista americano que vivia em Caracas e colaborava com diversas publicações internacionais.
Kriener foi comunicado que teria 48 horas para deixar a Venezuela depois de ter liderado um grupo de diplomatas europeus e latino-americanos na recepção ao líder opositor Juan Guaidó no Aeroporto de Maiquetía, na segunda-feira.
Guaidó retornou à Venezuela depois de passar nove dias viajando por Colômbia, Brasil, Paraguai, Argentina e Equador, discutindo a crise venezuelana com líderes regionais. Proibido pelo presidente Nicolás Maduro de deixar o país, ele viajou sem problemas à Venezuela e convocou para sábado novos protestos contra o governo.
Logo depois que Guaidó declarou-se presidente interino do país, em janeiro, o governo americano alertou Caracas de que haveria “sérias consequências” contra a Venezuela se o chavismo decidisse prendê-lo ou ameaçá-lo fisicamente. Mesmo com a retórica de que Guaidó seria processado e impedido de deixar o país, nada aconteceu.
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