domingo, 1 de outubro de 2017

Polícia invade locais de votação onde acontece plebiscito na Catalunha

Polícia entra em confronto com grupo que queria votar no plebiscito sobre a independência da Catalunha
O plebiscito separatista catalão começou na manhã deste domingo (1°) com as imagens que o governo espanhol tanto temia: colégios eleitorais invadidos pela polícia, anciãos retirados à força e milhares de pessoas votando embaixo da chuva.
Até o momento já foram registrados 38 feridos pelos disparos de balas de borracha e embates com a polícia.
Um vídeo registrando a polícia destruindo as portas de um colégio eleitoral causou especial indignação, assim como cidadãos jogados ao chão pelas forças de segurança. Na véspera, um cartaz de “más democracia” fora destruído por manifestantes contrários ao voto.
O governo regional catalão, que já goza de alguma autonomia, convocou este voto para ter sua independência completa da Espanha. As autoridades em Madri, porém, afirmam que a consulta é ilegal e, portanto, sem valor.
Ao meio-dia (às 7h em Brasília), 73% das urnas estavam abertas, totalizando 4.661. Mas a polícia havia interditado outras tantas, e havia expectativa em todos os colégios da chegada das forças de segurança, criando um ambiente de tensão. 
As informações são de DIOGO BERCITO, Folha de São Paulo.

Brasil tem um prefeito cassado por semana

Cerca de 14 mil eleitores de Fundão, na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, vão escolher hoje o seu novo prefeito. A 1,5 mil quilômetros dali, os dez mil moradores da pequena Petrolina de Goiás, pertinho da capital Goiânia, também conhecerão o seu novo governante. Ambas se somam aos 43 municípios que, desde as eleições de 2016, tiveram que retornar às urnas porque os vencedores do pleito anterior tiveram seus registros de candidatura ou diplomas anulados pela Justiça Eleitoral. Há ainda quatro cidades que se preparam para realizar novas eleições nos próximos meses. Na ponta do lápis, a conta é de um prefeito cassado por semana no Brasil por problemas como ficha limpa, abuso de poder econômico e político, compra de voto e propaganda eleitoral irregular.
A tendência é que essa estatística siga em curva ascendente nos próximos meses graças a uma espécie de terceiro turno eleitoral nos tribunais. Um levantamento feito pelo GLOBO, com dados fornecidos por Tribunais Regionais Eleitorais (TRE) de 26 estados, mostra que há mais de 300 cidades sendo governadas em meio a uma guerra no Judiciário.
De um lado, estão prefeitos que respondem a processos e já foram cassados em primeira instância, mas se mantêm no cargo à custa de recursos nos TREs e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em tentativa de adiar a decisão final e, assim, conseguir esticar o mandato. Do outro, adversários derrotados, que não dão a batalha como perdida, e seguem brigando por uma nova eleição para tentar reverter o resultado anterior.
As informações são de O Globo.

Cunha acusa Janot de conluio com o PT para tentar derrubar Temer

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, de conluio com o PT para tentar derrubar tanto ele quanto o presidente Michel Temer. Em entrevista à revista “Época”, o peemedebista negou envolvimento nos acontecimentos relatados pelo empresário Joesley Batista em delação premiada e afirma que pode “arrebentar” outras delações, como a do doleiro Lúcio Funaro, de quem era próximo.
– Havia uma linha direta entre Janot e Dilma que passava pelo José Eduardo Cardozo. Uma operação coordenada. Eles precisavam me derrubar, mas eu derrubei a Dilma antes – declarou, acusando o ex-procurador de atuar “em dobradinha com Dilma Rousseff”.
Preso em outubro de 2016, o ex-deputado teve proposta de delação recusada pelos procuradores do grupo de trabalho da Lava-Jato em Brasília. Ele afirmou que o objetivo de Rodrigo Janot não era obter “a verdade”, mas sim “derrubar o Michel Temer”. 
As informações são de O Globo.

Confrontos deixam 465 feridos na Catalunha

Dia do referendo da independência na Catalunha
Subiu para 465 o número de cidadãos feridos ou contundidos em confrontos com policiais neste domingo, na Catalunha, entre oss quais duas pessoas em estado mais grave. De acordo com informações do sistema de emergências médicas do governo da região, um homem foi ferido no olho com uma bala de borracha e o outro sofreu um infarto ao ser expulso de um centro de votação. Entre os policiais, foram contabilizados nove feridos até o momento.
O uso de balas de borracha está proibido na Catalunha desde 2014 quando uma mulher ficou cega depois de receber um tiro durante uma manifestação realizada em Barcelona em novembro de 2012. Entretanto, um porta-voz da polícia espanhola admitiu o uso do armamento nas ações deste domingo, segundo informações do jornal espanhol El País.
Ainda de acordo com o jornal, o ministério público da Espanha está analisando a possibilidade de punir a polícia catalã por sua atuação como uma “polícia política” neste domingo. Em comunicado, a prefeita de Barcelona Ada Colau exigiu “o fim imediato da ações policiais contra a população indefesa”. 
As informações são da Agência Reuters.

Primeiro-ministro espanhol diz que plebiscito catalão “não existiu”

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O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, declarou neste domingo (1º) que “o plebiscito [sobre a independência da Catalunha] não existiu”.
Em pronunciamento no começo da noite (horário espanhol; tarde no Brasil), o líder conservador afirmou que a consulta popular “foi impedida com o fundamento da lei, com o respaldo dos democratas, com a atuação dos tribunais”.
Rajoy defendeu a atuação da polícia, criticada pela oposição pelos embates violentos do dia. Ele disse ainda que está aberto ao diálogo para resolver a questão de maneira política.
O governo catalão, porém, tem sinalizado não ter mais paciência para negociar, após anos insistindo em se sentar à mesa com Madri.
Mais cedo, o porta-voz do governo regional catalão, Jordi Turull, havia dito que o governo espanhol responderia nas cortes internacionais pela violência usada pela polícia para impedir a realização da votação.

Marina assume liderança em primeiro turno nos cenários sem Lula, aponta Datafolha

A pesquisa Datafolha divulgada hoje (1º.out) mostra que o nome de Lula ainda é o mais forte para a corrida presidencial de 2018. A prévia da pesquisa já havia mostrado que mesmo condenado, o petista lidera em todos os cenários simulados em primeiro e em segundo turno. Nos cenários sem Lula, Marina Silva (Rede) lidera as intenções de voto do primeiro turno, seguida de Jair Bolsonaro.
O único cenário mais apertado para o petista seria contra o juiz Sérgio Moro, que afirma que não tem intenção de concorrer. Condenado em julho por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP), Lula corre o risco de não poder disputar a Presidência no ano que vem, se sua condenação for confirmada em segunda instância.
O Datafolha simulou cinco cenários sem Lula, e em todos eles o primeiro turno é liderado por Marina, que oscila entre 17% e 23% nesses casos. O segundo colocado é o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que tem entre 15% e 18%.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois candidatos, Marina levaria com vantagem de 18 pontos percentuais, com 47% das intenções contra 29. 
As informações são de Isabella Macedo, Congresso Em Foco.

Para se manter alerta, TSE vai gastar mais de R$ 26 mil com café

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Para se manter alerta, o TSE empenhou ainda R$ 26,4 mil para a compra de 3,5 mil pacotes de café em pó homogêneo, torrado e moído, do tipo superior, de primeira qualidade.
Cada unidade possui o peso total de 500g, isto é, quase duas toneladas de café foram adquiridas, segundo informações do portal Contas Abertas.