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A posse do ditador Nicolás Maduro para um novo mandato, até 2025, é mais um desafio à democracia, à comunidade internacional e ao povo da Venezuela.
Resultado de eleições fajutas, convocadas pela Assembleia Nacional Constituinte que Maduro instituiu para esvaziar os poderes de um Parlamento controlado pela oposição, o novo mandato prolonga a agonia do chavismo e mantém o país em seu estado crônico de fome, epidemias, violência, miséria e hiperinflação.
Não é novidade que a Venezuela vive um descalabro que contribui para a instabilidade de todo o continente. O relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) publicado há um ano pintava o quadro dantesco no dia a dia dos venezuelanos
O regime chavista que já dura 19 anos pode ser descrito como “clepto-socialismo”. Militares próximos do poder enriquecem à custa do dinheiro do petróleo, enquanto a miséria se espalha pela população, sob pretextos como combate ao “imperialismo”, ao “capitalismo”, aos "ianques" ou a qualquer espantalho a que Maduro possa atribuir a calamidade vergonhosa que se abateu sobre o país – cujo único responsável é o próprio chavismo.
A eleição foi condenada pelo Grupo de Lima (que reúne 14 países da América Latina, entre os quais o Brasil), pela própria OEA, pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Maduro só conta hoje com o apoio de extremistas que veem seu governo como última esperança para tirar a esquerda latino-americana do buraco em que ela própria se enfiou.
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