quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Eleição no congresso é decisiva para Bolsonaro
Rodrigo Maia, então presidente da Câmara, e Renan Calheiros, na presidência do Senado, na sessão em que promulgaram a emenda que esipulou o teto de gastos, em 2016 — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A manutenção das eleições secretas para a presidência da Câmara e do Senado, decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, é decisiva para o futuro do governo Bolsonaro.

Sem uma relação eficaz com os líderes do Legislativo, toda proposta do governo poderá emperrar. É, portanto, vital que Bolsonaro tenha na liderança das duas Casas nomes se não completamente afinados a sua agenda, pelo menos pouco resistentes a ela.

O primeiro item da pauta legislativa será inevitavelmente a reforma da Previdência, que o governo pretende apresentar na semana que vem. Se ela naufragar no Congresso, estará plantada a semente de uma relação conflituosa entre Executivo e Legislativo e da paralisia do governo.

Nesse cenário, a presidência de Bolsonaro ficaria reduzida à estridência nas redes sociais e aos acenos aos fieis devotos. Qualquer agenda profunda de mudanças estaria descartada. O conflito com o Congresso também ampliaria o risco de ruptura institucional.

Se, ao contrário, Bolsonaro estabelecer uma relação virtuosa com Câmara e Senado, fará deslanchar seu programa de reformas econômicas. Como as perspectivas de crescimento são boas, ele colherá os frutos nos índices de popularidade e, mesmo mantendo os afagos à claque, gravitará para o centro. Daí a importância da votação para a composição das mesas e para as presidências no Congresso.


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