domingo, 13 de maio de 2018

Juiz de corte de direitos humanos é 

acusado de agressão pela ex-mulher


O juiz brasileiro Roberto Caldas, da Corte Interamericana de Direitos Humanos, é acusado de violência doméstica pela mulher e assédio sexual por ex-funcionárias

O juiz brasileiro Roberto Caldas, da Corte Interamericana de Direitos Humanos, é acusado de violência doméstica pela mulher e assédio sexual por ex-funcionárias – 22.set.17/CorteIDH/Divulgação
Juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas é acusado pela ex-mulher, Michella Pereira, por injúria, agressão, espancamento e ameaça de morte. Por meio da defesa, ele nega agressões e diz que não pode se pronunciar sobre o processo, que corre em sigilo.
revista Veja revelou nesta sexta-feira (11) as acusações da ex-mulher, que conta ter sido agredida, e de duas mulheres que foram funcionárias da família, que relatam ter sofrido assédio sexual e ameaças de demissão.
Michella diz que Caldas a agrediu de forma brutal pelo menos quatro vezes e que era comum xingá-la de “cachorra”, “safada” e “vagabunda”. A reportagem mostra imagens de Michella com hematomas e áudios que ela gravou.
Em 2012, Caldas foi eleito para compor a corte sediada em San José, na Costa Rica, que chegou a presidir entre 2016 e 2017. O advogado também integrou a Comissão de Ética Pública da Presidência da República de 2006 a 2012.
A Convenção Americana sobre Direitos Humanos determina que os juízes escolhidos para compor a corte devem ser “eleitos a título pessoal dentre juristas da mais alta autoridade moral, de reconhecida competência em matéria de direitos humanos, que reúnam as condições requeridas para o exercício das mais elevadas funções judiciais”. 
As informações são da Folha de São Paulo.

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