terça-feira, 15 de maio de 2018

Sem rumo, velhos partidos tentarão emparedar novo presidente


Plenário da Câmara dos Deputados

Assim como seus antecessores, o novo presidente subirá a rampa do Palácio do Planalto como refém do velho Congresso. A fragmentação do quadro político e a ruína das contas públicas armaram uma bomba-relógio que poderá paralisar ou até derrubar o próximo governo.
Não é coincidência que partidos grandes e médios estejam sem pressa para definir seus rumos na corrida presidencial. A prioridade de siglas como MDB, PP, PR e PRB será ampliar suas bancadas na Câmara e no Senado para forçar o novo mandatário a bater em suas portas.
Essas legendas cobrarão um preço alto —cargos, emendas e outras negociatas— para ajudar o governo a desviar de uma armadilha que está em fase de montagem.
A chamada regra de ouro obrigará o Executivo a pedir ao Congresso, já no primeiro ano, um crédito bilionário para cobrir o buraco das contas públicas. Se os deputados e senadores não aprovarem a verba, o presidente descumprirá a lei. Poderá ser processado por crime de responsabilidade e até sofrer impeachment. 
Bruno Boghossian – Folha de São Paulo.

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