quarta-feira, 12 de junho de 2019

Veja o que aconteceu a 25 anos atrás no Basquete feminino do Brasil
Entre a morte de Senna e o tetra: seleção de basquete comemora 25 anos do título mundial
Mês de junho de 1994. O país tinha acabado de sofrer com a morte de um dos maiores ídolos do esporte brasileiro, Ayrton Senna, e andava desconfiado da seleção de futebol, que entraria de forma desacreditada a Copa do Mundo nos Estados Unidos. No dia 12, a seleção brasileira feminina de basquete conquistou o título mundial ao derrotar a China por 96 a 87, em torneio realizado na Austrália. A geração de Hortência, Paula e Janeth conquistava o mundo em um momento complicado vivido pelo Brasil:

No meio de uma tragédia e uma vitória que foi o tetracampeonato de futebol... É um pouco estranho porque ofusca um pouco, mas nós fomos as primeiras do esporte coletivo brasileiro a ganhar um título mundial. Isso aí ninguém tira - disse a pivô Alessandra.

A campanha do time, na época comandado por Miguel Ângelo da Luz, não foi perfeita. Na primeira fase, perdeu para a Eslováquia por 99 a 88, mas os triunfos sobre Taiwan e Polônia levaram o time para a segunda etapa do torneio. Ali, o Brasil derrotou Cuba, mas caiu diante das Chinesas, tendo que jogar a classificação para a semifinal contra a Espanha. O resultado de 92 a 87 colocou o time entre as quatro melhores.

Quando você joga com os donos do esporte, que os Estados Unidos é o dono do basquete, você entra... "Pô, é os Estados Unidos!" Mas ali a gente não pensou nisso. A gente pensou em tudo o que a gente treinou e tudo o que a gente tava vivendo e colocou tudo em quadra. Eu acho que isso foi o diferencial: não olhar pra camisa do outro. Simplesmente jogar basquete - disse Adriana Santos, uma das jogadoras mais vitoriosas da história da seleção.

A decisão contra a China marcou o reencontro entre as duas seleções. E o triunfo foi por 96 a 87.

Nós estudamos as estatísticas de cada uma, e a gente falava assim aquela coisa sempre positiva, que nós íamos conseguir. E eu, no meu bolso do paletó, eu levei um papel pra elas: nós vamos ganhar. Nós vamos ganhar. Então é uma coisa muito marcante, de arrepiar - disse o técnico Miguel Ângelo da Luz.

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