quarta-feira, 13 de junho de 2018

Copa do Mundo FIFA 2026
Copa de 2026, com 48 seleções, será disputada nos EUA, México e Canadá
A Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 seleções, será disputada na América do Norte, com jogos nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, em Moscou, durante o Congresso da Fifa. 

A candidatura liderada pelos EUA teve 134 votos, contra 65 votos do Marrocos, que contou com o voto do Brasil, embora a CBF tenha declarado anteriormente voto na candidatura vencedora*. A candidatura marroquina foi derrotada em sua quinta tentativa de organizar a Copa do Mundo. Uma confederação votou para nenhuma candidatura, e ainda houve três abstenções.

Oito países não puderam votar: Guam, Porto Rico e as Ilhas Virgens americanas, mais os quatro candidatos (Marrocos, EUA, Canadá e México), assim como Gana, que não veio ao Congresso (presidente da Federação preso e sob intervenção do Governo).

A edição de 2026 vai marcar o início de um novo modelo de Copa do Mundo  com mais participantes, mais jogos, mais estádios e mais países organizadores. Em vez dos atuais 32 times divididos em oito grupos de quatro, o Mundial terá 48 participantes, divididos em 16 grupos de três. Os dois primeiros de cada chave avançam aos mata-matas, que terá uma fase a mais do que hoje. O novo formato da Copa do Mundo vai obrigar a Fifa a redesenhar as Eliminatórias, já que todas as confederações terão mais vagas do que têm hoje.
A Copa do Mundo da América do Norte será majoritariamente 
disputada nos EUA. Das 80 partidas do torneio, 60 serão nos EUA, 
inclusive a final. As demais 20 serão divididas igualmente entre Canadá e 
México. Será a segunda Copa dos EUA, que já organizou o torneio em 1994, e a terceira do México, que abrigou a Copa em 1970 e 1986.
Esta foi a primeira vez em décadas que a escolha da sede da Copa do 
Mundo se deu numa votação aberta, com a participação de todas as 
associações nacionais de futebol. As sedes dos Mundiais de 1990 a 2022 
foram escolhidos pelo 24 integrantes do Comitê Executivo da Fifa 
(hoje rebatizado de Conselho da Fifa). A última delas, que resultou na 
vitória de Rússia (2018) e Qatar (2022) foi marcada por denúncias de 
corrupção e compra de votos. A eleição desta quarta-feira teve os votos de
cada país tornado público imediatamente num telão no centro de 
convenções onde ocorreu o Congresso da Fifa.

Para convencer os eleitores, a candidatura da América do Norte prometeu lucro recorde para a Fifa e para as associações nacionais. Numa apresentação de 15 minutos para a plateia do Congresso da Fifa, o presidente da federação americana de futebol, Carlos Cordeiro, prometeu uma arrecadação de US$ 15 bilhões, com lucro de US$ 11 bilhões. Como comparação, a Copa do Mundo de 2014 teve faturamento de US$ 4,8 bilhões.
Estádio de Boston pode receber jogos da Copa do Mundo de 2026 (Foto: Divulgação)
A disputa pelos votos foi marcada pela sombra do presidente americano, 
Donald Trump. Os marroquinos usaram a postura agressiva do presidente americano para convencer eleitores. O próprio Trump se envolveu 
pessoalmente na campanha americana. Ele escreveu cartas ao presidente 
da Fifa, Gianni Infantino, na qual prometeu conceder vistos "sem 
preconceitos" para atletas, dirigentes e fãs de todos os países que disputarem a Copa.
A Copa do Mundo de 2022 será disputada no Catar. Para 2030, só há uma candidatura oficialmente lançada – por Argentina, Paraguai e Uruguai. É provável que China e Inglaterra também se lancem. Não há data prevista para a 
Fifa tomar essa decisão.

*ERRATA: Ao contrário do que esta nota afirmou em sua primeira versão, 
os representantes do Brasil votaram na candidatura de Marrocos, e não 
na dos Estados Unidos, Canadá e Marrocos. A CBF havia declarado anteriormente o voto na candidatura vencedora, mas mudou de ideia no momento da eleição. A Fifa divulgou posteriormente no seu site oficial a 
lista de todos os votos. Assim que foi divulgada esta relação, a nota foi 
atualizada com a informação, às 7h57m.
Informações do Globo Esporte.com

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