Moro levanta sigilo de decisão em que protege delatores da Lava Jato

O juiz Sergio Moro defendeu nesta quarta (13) a decisão em que restringiu o uso de informações compartilhadas pela Operação Lava Jato com cinco órgãos do governo federal e o Tribunal de Contas da União, em meio a dúvidas sobre o impacto que a medida terá para as empresas sob investigação.
Responsável pelas ações da Lava Jato no Paraná, Moro levantou o sigilo que protegia a decisão, cuja existência foi revelada pela Folha. Ela proíbe os órgãos de controle de usar informações da Lava Jato contra empresas e delatores que colaboram com os procuradores à frente das investigações.
Assinado em 2 de abril, o despacho de Moro atingiu AGU (Advocacia-Geral da União), CGU (Controladoria-Geral da União), Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Banco Central e Receita Federal, além do TCU.
Esses órgãos têm entre suas obrigações a busca de reparação de danos causados aos cofres públicos e a aplicação de multas e outras penalidades de caráter administrativo a empresas como as empreiteiras investigadas pela Lava Jato.
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