Procuradores da Lava Jato disparam contra o Supremo

Procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba reagiram nesta quinta-feira (12) com duras críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu ao Poder Legislativo o direito de dar a última palavra sobre o afastamento dos parlamentares determinado pela Corte.
O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, declarou na quinta-feira, em sua página no Facebook, que os políticos, agora, têm uma “nova proteção”.
Ameaça. Além de Deltan Dallagnol, outro procurador da Lava Jato também usou as redes sociais para criticar a decisão. Carlos Fernando Santos Lima citou John Marshall, um dos fundadores do direito constitucional norte-americano, e disse que o STF curvou-se à ameaça dos políticos.
“John Marshall, quarto juiz presidente da Suprema Corte americana, estabeleceu a doutrina de que cabe ao Poder Judiciário dar a última palavra sobre o sentido da lei. Em suma, é o Judiciário quem deve aplicar a lei e (cabe) ao Supremo dizer qual é a interpretação da Constituição. Durante os seus 34 anos como presidente da Suprema Corte, muitas vezes entrou em conflito com os outros Poderes, especialmente com o presidente Andrew Jackson, que certa vez disse: ‘John Marshall já decidiu, vamos descobrir agora como ele vai fazer cumprir’. Apesar das dificuldades momentâneas, a doutrina de Marshall consolidou-se e foi seguida como modelo em diversas novas repúblicas que foram surgindo, inclusive a brasileira, sob influência de Rui Barbosa”, lembrou Carlos Fernando Santos Lima.
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